Soube recentemente de um psicólogo que “virou” gari durante oito anos e varreu as ruas da maior universidade do país para concluir sua tese de mestrado sobre “invisibilidade pública”. Em suas observações constatou que a maioria dos trabalhadores braçais são “seres invisíveis”, ou seja, a percepção humana do outro não os alcança.
Sua existência foi ignorada pelos seus amigos e professores, que esbarravam por ele, sem se desculpar, como se tivessem esbarrado num poste, pois não o “viam”. Uma vez precisou entrar no prédio onde estudava, com uniforme de gari, passou na frente de todos seus conhecidos, mas ninguém o enxergou. Ficou atordoado pela sua “não existência”, e chorava quando voltava para o seu mundo real. Descobriu que um simples “bom dia”, que nunca recebeu como gari, pode representar uma lufada de vida e de esperança na vida de uma pessoa.
Confesso que a experiência desse homem tocou em minha alma, pois me levou a enxergar minhas doenças sociais. Também sou igual aos seus professores e amigos, que têm um olhar seletivo. Mas com um agravante: sou um homem de fé (que seguramente tem muito a aprender).
Ser ignorado talvez seja a pior sensação que existe para um ser humano. Não é o ódio o contrário do amor, mas a indiferença. Nossos olhos estão acostumados a enxergar o belo, a valorizar o esteticamente apresentável, a granjear amigos que apresentam qualidades morais adequadas, que sejam limpos, decentes, bem casados, pessoas bem resolvidas, que professem nossa fé e nos façam bem.... afinal, não queremos manchar nossa reputação.
Duvido que reconheceríamos Jesus como Enviado de Deus, se o víssemos andando pelas estradas poeirentas da Judéia, pedindo um copo d’água à beira de um poço. Afinal, Isaías diz que ele “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo mas nenhuma beleza havia que nos agradasse, era desprezado e o mais rejeitado entre os homens” (Is 53.2-4).
Duvido que mesmo professando uma fé solidária daríamos atenção a um bando de leprosos clamando misericórdia, a uma samaritana de reputação duvidosa, a uma estrangeira com uma filhinha endemoninhada, a uma adúltera pega em flagrante, ou a um cego pedindo esmola à beira da estrada.... Não, nossos olhos se recusam enxergar essas coisas: preferimos ver pessoas que têm vitórias para contar, pregadores que chegam em carros reluzentes testemunhando o como eles não tinham nada e como agora são abençoados. Associamos a presença de Jesus com ternos bem cortados, glamour, jóias e penduricalhos.
Aprendo nos evangelhos que o Reino dos Céus é semelhante a uma grande ceia onde são chamados “os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc 14.21). Não haverá “bacanas” no céu, e sim pessoas que foram “invisíveis” aos nossos olhos.
Como igreja não temos aprendido a olhar essas pessoas. Certo domingo após um eloqüente sermão, um homem muito simples, e de aparência pouco atraente, que vez ou outra aparece, pediu-me que estivesse orando por ele durante a semana, pois estava muito mal de saúde. Disse-lhe que ficasse tranqüilo, que o faria. Mas esqueci completamente, pois sua débil figura não me veio a mente nenhuma vez. No domingo seguinte lá estava o pobre homem na fila para apertar a minha mão, e com um sorriso no rosto me perguntou: - “Pastor, o senhor orou por mim, não foi? Deus ouviu sua oração, pois estou me sentindo bem melhor”. Engoli seco com um nó na garganta, e o abracei em silêncio.
O moço da pesquisa mudou depois de passar por aquela traumática experiência existencial: deixou de lado suas doenças burguesas, tornou-se amigo daquela gente pobre da periferia, passou a freqüentar suas casas e nunca mais deixou de cumprimentar um trabalhador.
Nós temos muito mais razões ainda de mudar: um dia conhecemos Aquele Homem de dores, nossos olhos foram abertos por Ele, e mostrou nossa real condição: somos todos miseráveis que precisam da Graça divina. Já não há mais lugar em nosso meio para o orgulho, distinção, fé presunçosa e caprichos infantis, pois são doenças de quem ainda não compreendeu o que é o Evangelho.
O reconhecimento da presença de um Jesus sofredor e pouco aceitável dentro de nós haverá de nos levar a enxergar as pessoas invisíveis que Ele tanto amou. A partir de hoje aprenda a cumprimentar e respeitar as donas Marias que fazem o cafezinho de seu escritório, os Sebastiões que abrem o portão do seu prédio e os Beneditos que varrem o chão.... todos esses outrora homens e mulheres invisíveis, mas que agora fazem parte de sua vida, porque Deus os colocou ali para ver se você os enxerga ou não.
Faço ao Pai minha oração: “Abre os meus olhos, Senhor, para enxergar quem eu não tenho percebido, nem amado ou me preocupado. Que eu reconheça e valorize aqueles irmãos de fé que não apresentam beleza ou distinção alguma. Quero ter olhos bons para os solitários, tímidos e desajeitados. Que eu não discrimine ninguém pelo que é, pensa ou age. Amém”.
Pr. Daniel Rocha
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
O Pastor
Minha mãe era analfabeta, mas nós líamos a mensagem forte do seu amor pelos filhos em seus atos e palavras. Quando soube que eu pretendia ser pastor, ela reclamava dizendo: “Não gosto da idéia, pastor sofre muito”. Em mim não se concretizou seu medo. Não tenho queixas.
O grande estresse do pastor está no fato de que suas falhas são o prato predileto tanto nos lábios do crente, como do descrente. Meu jeito brincalhão nos últimos tempos passou a ser monitorado por uma câmera, que mantenho ligada 24 horas. Ela é acompanhada por um fundo musical. Escolho um hino para cantá-lo de memória, durante uma semana ou duas. O método funcionou, pois fui aliviado do estresse acima mencionado.
O pastor é o primeiro culpado pelo que acontece na igreja. É também o último a ser inocentado. A maior necessidade de um pastor é ser objeto da oração dos crentes. Em segundo lugar, um amigo. Feliz é o pastor que pode contar entre os membros da igreja com um verdadeiro amigo. Davi dizia: “O Senhor é o meu pastor” e completa “Ele jamais me faltará”. Davi tinha no Senhor o amigo que estava sempre de plantão, e, ao lermos os salmos, vemos como ele abria o seu coração para esse amigo. “Das profundezas clamo a ti Oh! Senhor” (salmo 130) “Eu clamo pelo Senhor na minha angústia” (salmo 120) e tantos outros que poderíamos enumerar.
Ao mesmo tempo em que o pastor necessita de um amigo, ele tem medo de tê-lo. Que ele fará com as minhas queixas? É a pergunta que ele sempre faz. É crise, dirá o psicólogo. Muitos dizem uma grande verdade: “O pastor também é humano”, mas a expectativa de todos é que seja um santo, não um humano. Cada pastor tem pontos fortes e pontos fracos. Mas é pelos pontos fracos que ele é sempre lembrado. Nós humanos somos, por natureza, mórbidos. Gostamos de ouvir coisas ruins, não boas. Gostamos de criticar, não elogiar. Esse aspecto dos humanos é difícil do pastor controlar em si mesmo. Caso elogie, os não elogiados se magoam, se não elogia será visto como ingrato. Eita! Como dizem os nordestinos.
O pastor se liberta do estresse se tiver a preocupação de ser um bom pastor aos olhos do Senhor, mas aí, ele cai noutro estresse. Quanto custará a um pastor, ser um bom pastor aos olhos do Senhor? Outro dia fui avaliado por uma irmã. Disse-me “Nunca tive queixa dos pastores que tive, mas o irmão é o mais humano de todos os pastores que tive”. Foi um grande presente que ela me deu, pois, tanto para o pastor como para todas as pessoas, é importante sermos medidos pelo que somos não pelo que fazemos. Pensemos todos numa grande verdade: somos imagem e semelhança de Deus, apesar de todos os pesares. Sob esse ângulo é que as pessoas devem ser vistas, não pela importância social, cultural, ou posição que ela ocupa. Em primeiro lugar, o humano é uma pessoa, os demais complementos são meros complementos.
Pastor Manoel de Jesus The
O grande estresse do pastor está no fato de que suas falhas são o prato predileto tanto nos lábios do crente, como do descrente. Meu jeito brincalhão nos últimos tempos passou a ser monitorado por uma câmera, que mantenho ligada 24 horas. Ela é acompanhada por um fundo musical. Escolho um hino para cantá-lo de memória, durante uma semana ou duas. O método funcionou, pois fui aliviado do estresse acima mencionado.
O pastor é o primeiro culpado pelo que acontece na igreja. É também o último a ser inocentado. A maior necessidade de um pastor é ser objeto da oração dos crentes. Em segundo lugar, um amigo. Feliz é o pastor que pode contar entre os membros da igreja com um verdadeiro amigo. Davi dizia: “O Senhor é o meu pastor” e completa “Ele jamais me faltará”. Davi tinha no Senhor o amigo que estava sempre de plantão, e, ao lermos os salmos, vemos como ele abria o seu coração para esse amigo. “Das profundezas clamo a ti Oh! Senhor” (salmo 130) “Eu clamo pelo Senhor na minha angústia” (salmo 120) e tantos outros que poderíamos enumerar.
Ao mesmo tempo em que o pastor necessita de um amigo, ele tem medo de tê-lo. Que ele fará com as minhas queixas? É a pergunta que ele sempre faz. É crise, dirá o psicólogo. Muitos dizem uma grande verdade: “O pastor também é humano”, mas a expectativa de todos é que seja um santo, não um humano. Cada pastor tem pontos fortes e pontos fracos. Mas é pelos pontos fracos que ele é sempre lembrado. Nós humanos somos, por natureza, mórbidos. Gostamos de ouvir coisas ruins, não boas. Gostamos de criticar, não elogiar. Esse aspecto dos humanos é difícil do pastor controlar em si mesmo. Caso elogie, os não elogiados se magoam, se não elogia será visto como ingrato. Eita! Como dizem os nordestinos.
O pastor se liberta do estresse se tiver a preocupação de ser um bom pastor aos olhos do Senhor, mas aí, ele cai noutro estresse. Quanto custará a um pastor, ser um bom pastor aos olhos do Senhor? Outro dia fui avaliado por uma irmã. Disse-me “Nunca tive queixa dos pastores que tive, mas o irmão é o mais humano de todos os pastores que tive”. Foi um grande presente que ela me deu, pois, tanto para o pastor como para todas as pessoas, é importante sermos medidos pelo que somos não pelo que fazemos. Pensemos todos numa grande verdade: somos imagem e semelhança de Deus, apesar de todos os pesares. Sob esse ângulo é que as pessoas devem ser vistas, não pela importância social, cultural, ou posição que ela ocupa. Em primeiro lugar, o humano é uma pessoa, os demais complementos são meros complementos.
Pastor Manoel de Jesus The
Marcadores:
Artigos
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Uma Questão de Hermenêutica
O apóstolo João preso na Ilha de Patmos por ordem do Imperador Romano escreve (Apocalipse 3:14-16) - E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Primeiro vamos ver a definição de hermenêutica, “Hermenêutica é a ciência da interpretação. Interpretar é a uma arte, a reunir e conjugar palavras e fatos conexos, coerentes e inteligíveis, com o propósito de explicar as realidades de um texto, em suas diversificações contextuais, históricas, sociais, políticas e religiosas. E sem dúvida, a arte do enriquecimento do saber interpretativo, para o conhecimento bíblico e científico do ser humano contemporâneo, do cristão moderno, que quer saber mais da Palavra de Deus” (Pires, Carlos Alberto, 1941- O que é Hermenêutica?
Como vimos à hermenêutica é uma ciência fundamental para uma boa exege bíblica, e porque na dizer para a sã doutrina, pois através da interpretação correta do texto chegamos de fato a compreender o que o autor sagrado quer transmitir a nós, assim sendo, evitamos erros teológicos que tem ocorrido em meio ao povo de Deus, alguns perderam a capacidade de debruçar sobre o texto bíblico e extrair o que Ele tem para nós, talvez por isso, em alguns púlpitos tem faltado a Palavra que regenera o pecador, alguns pastores e lideres ouvem algo e acham bonito e retransmite aos seus ouvintes sem qualquer estudo aprofundado e assim sendo qualquer ação, não passará de mera pretensão no intuito do esclarecimento e ensino da Palavra, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo já nos alerta (I Tessalonicenses 5:21) - Examinai tudo. Retende o bem. Paulo aqui quando diz “tudo” é tudo que era pregado na Igreja Primitiva, examinando e retendo aquilo que era sã a Doutrina de Cristo. Se não vejamos: Quantos de nós já não ouvimos algum sermão baseado em Apocalipse 3,14-16, citado acima, infelizmente por falta de hermenêutica já ouvimos absurdos na exposição do texto, como por exemplo: Que Deus quer um crente fervoroso, ou uma pessoa descrente, sincera e não um crente que vista uma “capa” (E claro que nenhum crente deve agir assim), mas em sua exposição bíblica falo eu este cristão os “mornos” Deus vomita. Será que o amigo leitor já ouviu isto antes? Agora vamos entender o que João está falando usando a hermenêutica, Bem agora vamos utilizar desta ferramenta eu é a Hermenêutica para entender a mensagem de Cristo para nós hoje: Laodicéia era uma das cidades mais ricas da Ásia Menor, que orgulhosamente recusou a ajuda de Roma quando foi destruída por um terremoto em 60 d.C Distava 160 km de Efeso, e 80 km de Filadélfia, no encontro de três cidades importantes, na cidade havia fontes de água mineral morna e emética (Que provoca vômito). Que o viajante sedento rejeitaria com nojo, nesta cidade havia grandes aquedutos, asa águas quentes de Laodicéia tinha poder medicinal, bem como as frias, seus moradores banhavam-se nestas fontes para tratamento. Fazendo a ponte para os nossos dias, bem sabemos que uma água para chegar quente em nossa torneira é necessário que ela venha de uma fonte de calor e flua rapidamente para sua saída, caso haja algum obstáculo, está água com o passar do tempo ficará morna, de mesma forma a água fria que também vinha pelos aquedutos para as fontes, contudo de o no interior do mesmo houvesse algo que impedisse a passagem da água, a mesma chegara a suas fontes, não mais tão fria como deveria, pois devido o calor da região a água ficaria na temperatura ambiente. Assim é nossa vida hoje, somos templo do Espírito Santo e dentro de nós de fluir rios de água viva, porém o pecado é algo que atrapalha e até impedi o agir de Deus na vida de seu povo, o pecado é como um obstáculo que se colocado nos aquedutos de Laodicéia, impediriam da água fluir diretamente da fonte com a pressão e temperatura correta. O Senhor Jesus vomita, tem verdadeira náusea de pessoas que impedem que o Espírito Santo flua em nossas vidas e abençoe o povo de Deus, vamos hoje, o tempo é agora e retirar de nós tudo aquilo que atrapalha nossa comunhão com o Autor e Consumador da Nossa Fé Cristo Jesus e que cada um de nós sejamos fiéis a Palavra de DEUS e aprendamos a tirar verdadeiros tesouros da Sua Palavra, para nossa meditação:
(João 4:13-14) - Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
Pr. Celmir Guilherme Moreira Ribeiro
Pastor da Primeira Igreja Batista em Fragoso
Professor dos Seminário Teológico Batista Fluminense – Campus Mageense
Seminário Bíblico Batista do Rio de Janeiro
Primeiro vamos ver a definição de hermenêutica, “Hermenêutica é a ciência da interpretação. Interpretar é a uma arte, a reunir e conjugar palavras e fatos conexos, coerentes e inteligíveis, com o propósito de explicar as realidades de um texto, em suas diversificações contextuais, históricas, sociais, políticas e religiosas. E sem dúvida, a arte do enriquecimento do saber interpretativo, para o conhecimento bíblico e científico do ser humano contemporâneo, do cristão moderno, que quer saber mais da Palavra de Deus” (Pires, Carlos Alberto, 1941- O que é Hermenêutica?
Como vimos à hermenêutica é uma ciência fundamental para uma boa exege bíblica, e porque na dizer para a sã doutrina, pois através da interpretação correta do texto chegamos de fato a compreender o que o autor sagrado quer transmitir a nós, assim sendo, evitamos erros teológicos que tem ocorrido em meio ao povo de Deus, alguns perderam a capacidade de debruçar sobre o texto bíblico e extrair o que Ele tem para nós, talvez por isso, em alguns púlpitos tem faltado a Palavra que regenera o pecador, alguns pastores e lideres ouvem algo e acham bonito e retransmite aos seus ouvintes sem qualquer estudo aprofundado e assim sendo qualquer ação, não passará de mera pretensão no intuito do esclarecimento e ensino da Palavra, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo já nos alerta (I Tessalonicenses 5:21) - Examinai tudo. Retende o bem. Paulo aqui quando diz “tudo” é tudo que era pregado na Igreja Primitiva, examinando e retendo aquilo que era sã a Doutrina de Cristo. Se não vejamos: Quantos de nós já não ouvimos algum sermão baseado em Apocalipse 3,14-16, citado acima, infelizmente por falta de hermenêutica já ouvimos absurdos na exposição do texto, como por exemplo: Que Deus quer um crente fervoroso, ou uma pessoa descrente, sincera e não um crente que vista uma “capa” (E claro que nenhum crente deve agir assim), mas em sua exposição bíblica falo eu este cristão os “mornos” Deus vomita. Será que o amigo leitor já ouviu isto antes? Agora vamos entender o que João está falando usando a hermenêutica, Bem agora vamos utilizar desta ferramenta eu é a Hermenêutica para entender a mensagem de Cristo para nós hoje: Laodicéia era uma das cidades mais ricas da Ásia Menor, que orgulhosamente recusou a ajuda de Roma quando foi destruída por um terremoto em 60 d.C Distava 160 km de Efeso, e 80 km de Filadélfia, no encontro de três cidades importantes, na cidade havia fontes de água mineral morna e emética (Que provoca vômito). Que o viajante sedento rejeitaria com nojo, nesta cidade havia grandes aquedutos, asa águas quentes de Laodicéia tinha poder medicinal, bem como as frias, seus moradores banhavam-se nestas fontes para tratamento. Fazendo a ponte para os nossos dias, bem sabemos que uma água para chegar quente em nossa torneira é necessário que ela venha de uma fonte de calor e flua rapidamente para sua saída, caso haja algum obstáculo, está água com o passar do tempo ficará morna, de mesma forma a água fria que também vinha pelos aquedutos para as fontes, contudo de o no interior do mesmo houvesse algo que impedisse a passagem da água, a mesma chegara a suas fontes, não mais tão fria como deveria, pois devido o calor da região a água ficaria na temperatura ambiente. Assim é nossa vida hoje, somos templo do Espírito Santo e dentro de nós de fluir rios de água viva, porém o pecado é algo que atrapalha e até impedi o agir de Deus na vida de seu povo, o pecado é como um obstáculo que se colocado nos aquedutos de Laodicéia, impediriam da água fluir diretamente da fonte com a pressão e temperatura correta. O Senhor Jesus vomita, tem verdadeira náusea de pessoas que impedem que o Espírito Santo flua em nossas vidas e abençoe o povo de Deus, vamos hoje, o tempo é agora e retirar de nós tudo aquilo que atrapalha nossa comunhão com o Autor e Consumador da Nossa Fé Cristo Jesus e que cada um de nós sejamos fiéis a Palavra de DEUS e aprendamos a tirar verdadeiros tesouros da Sua Palavra, para nossa meditação:
(João 4:13-14) - Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
Pr. Celmir Guilherme Moreira Ribeiro
Pastor da Primeira Igreja Batista em Fragoso
Professor dos Seminário Teológico Batista Fluminense – Campus Mageense
Seminário Bíblico Batista do Rio de Janeiro
Marcadores:
Artigos
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
O Evangelho de Marcos Feliciano e a venda moderna de indulgências
O pastor Marcos Feliciano lançou em seu site a campanha “O milagre vai acontecer.” Nele, o famoso pregador traz orientações práticas de como o milagre poderá acontecer, sendo que uma delas seria sacrificar o valor simbólico de R$ 7,00 (sete reais), que deverá será enviado através de depósito ou boleto bancário ou transferência eletrônica, para uma de suas contas bancárias.
Pois é, infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade. As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá ou da comercialização das bênçãos de Deus.
Por favor, responda sinceramente: Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje? Ora, vamos combinar uma coisa? Atrelar o milagre de Deus a uma oferta de R$ 7,00 no mínimo fere os princípios da moral e da decência.
Sem a menor dúvida afirmo que o evangelho pregado pelos inquisidores do século XXI contrapõe-se em gênero, número e grau ao evangelho da salvação eterna. Acredito piamente que diante de tantas aberrações pregadas em nossos dias, o lema “Eclésia reformata, semper reformanda”, deveria ressoar em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!
Pr. Renato Vargens
Pois é, infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade. As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá ou da comercialização das bênçãos de Deus.
Por favor, responda sinceramente: Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje? Ora, vamos combinar uma coisa? Atrelar o milagre de Deus a uma oferta de R$ 7,00 no mínimo fere os princípios da moral e da decência.
Sem a menor dúvida afirmo que o evangelho pregado pelos inquisidores do século XXI contrapõe-se em gênero, número e grau ao evangelho da salvação eterna. Acredito piamente que diante de tantas aberrações pregadas em nossos dias, o lema “Eclésia reformata, semper reformanda”, deveria ressoar em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!
Pr. Renato Vargens
Marcadores:
Artigos
Sábado, 30 de Maio de 2009
A vontade de quem?

"Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Salmos 40:8).
Um pequeno menino, de uns 8 ou 9 anos, fazia o que queria.
Seu pai lhe disse: "Ricardinho, você não devia fazer apenas aquilo que tem vontade". Ele balançou a cabeça como se tivesse um grande problema a resolver. Depois de pensar por alguns instantes, ele disse ao pai: "Pai, se eu fizer a vontade do Senhor, porque eu quero, não estaria fazendo, do mesmo modo, a minha vontade?"
Qual tem sido a nossa vontade? Fazer a nossa própria vontade ou fazer a vontade de Deus? E quando o fazemos, pensamos em nossos próprios interesses ou na glória que ao Senhor deve ser dada?
Quando nos aplicamos a ficar no centro da vontade de Deus, tudo em nossas vidas é belo, tudo é agradável e prazeroso, mesmo quando caminhamos sobre solo pedregoso. Se o sol brilha no céu, louvamos ao Senhor por Sua companhia. Se a tempestade se abate sobre nós, glorificamos igualmente ao Senhor porque a Sua vontade é soberana e bênção para nossos corações.
Quando ignoramos ao Senhor e passamos nossos dias fazendo a penas a nossa vontade, sem consultá-lo ou buscar a Sua direção, corremos o risco de errar o caminho e perder tudo de bom que Ele nos tem preparado. Algumas pessoas crêem que "todos os caminhos levam ao Céu" mas não é isso que nos diz o nosso Salvador. Ele nos afirmou: "Eu sou o Caminho" e, se não atentamos para isso, tomando atalhos desconhecidos, poderemos acabar chegando a lugares inesperados e desagradáveis. Ele nos leva ao Céu e, enquanto caminhamos ao Seu lado, desfrutamos uma vida de refrigério e felicidade.
Que a vontade de Deus seja a única coisa que tenhamos vontade de fazer.
Paulo Roberto Barbosa
Marcadores:
Devocional
Assinar:
Postagens (Atom)








